A pressão alta é uma doença silenciosa e grave e, ao mesmo tempo, é muito comum. E nada mais é que a pressão exercida pelo sangue nas paredes das artérias.
Segundo pesquisa feito pelo Ministério da Saúde em 2012, 24,3% da população brasileira sofre de hipertensão arterial (em 2006, ano do primeiro estudo, eram 22,5%). Foram entrevistadas mais de 45 mil pessoas em todas as capitais e no Distrito Federal.
Um dos principais fatores de risco é a hereditariedade: quem tem pai ou mãe com a doença tem 30% mais chances de ter pressão alta. Se ambos sofrem com a doença, esse índice sobe para 50%.
Além do componente genético, os maus hábitos também podem colaborar para o desenvolvimento da hipertensão: fumar, beber, vida sedentária, obesidade, estresse, alimentação desregrada ... e assim o mal vai atingindo cada vez mais pessoas.
O risco também aumenta com a idade. Segundo a pesquisa Vigitel 2012, 3,8% dos entrevistados entre 18 e 24 anos disseram ter a doença, enquanto entre os que tem mais de 65 anos, o percentual sobe para 59,2%.
O consumo excessivo de sal é outra causa da hipertensão. Ele aumenta a retenção de água pelo organismo, o que pode ocasionar a elevação da pressão nas paredes das artérias. O sódio contido no sal pode causar o estreitamento dos vasos sanguíneos ao inibir a ação do óxido nítrico, que é uma substância dilatadora.
"Por isso, é recomendado aos que possuem a doença reduzir o consumo para, no máximo, 5 gramas por dia", aconselha o cardiologista Antônio Carlos Nunes Filho, do Hospital Albert Einstein, em São Paulo. Mas o sal é importante para o funcionamento do corpo, e não deve ser totalmente eliminado da alimentação.
Hipertensos ou não, é importante também evitar choques térmicos, como fazer sauna e tomar uma ducha gelada, ou se expor ao sol escaldante e entrar direto no mar ou piscina. Isso pode gerar uma crise de pressão alta em qualquer pessoa, e mais ainda em quem é hipertenso, pois há uma contração dos vasos pela mudança brusca de temperatura.
A única maneira de detectar a doença é medindo a pressão por meio de aparelhos, pois na maioria dos casos a pressão alta é assintomática. Dor de cabeça, tonturas, edema nas pernas, palpitações e sangramento nasal podem ser sugestivos de hipertensão, mas não são específicos da doença. "Muitas vezes esses sintomas, na verdade, não são da hipertensão em si, mas do que chamamos de lesões dor órgãos-alvo, ou seja, de complicações em órgãos como coração, rins e cérebro decorrentes da pressão alta", explica o cardiologista Nabil Ghorayeb, chefe da seção médica de Cardiologia do Exercício e do Esporte do Instituto Dante Pazzanese, em São Paulo.
A pressão, quando não controlada, pode prejudicar o funcionamento de diversos órgãos, como cérebro, coração e rins, por exemplo.
A hipertensão arterial é o principal fator de risco para as doenças cardiovasculares, responsável por 45% dos ataques cardíacos e 51% dos acidentes vasculares cerebrais no mundo, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Na maioria dos casos, a doença deve ser tratada com o uso contínuo de medicação. Mas o medicamento é um adjuvante no tratamento, o ideal é adotar um estilo de vida saudável, com cardápio rico em verduras, frutas e legumes, pouco sal, evitando alimentos industrializados e praticando atividades físicas regularmente (pelo menos 30 minutos, 5 vezes por semana). É possível controlar a pressão somente com mudanças no estilo de vida, com bons hábitos é até possível um tratamento sem remédios.
Meditação, musicoterapia, ioga e outras técnicas para aliviar o estresse também são eficientes aliados no controle e na redução da pressão arterial, bem como manter contato com amigos e reservar um tempo para a família e atividades de lazer, sono adequado e relaxamento também são importantes para o controle da ansiedade e da depressão.
Antes de qualquer coisa, consulte um médico para orientações no controle da hipertensão e seja feliz!
Fonte: Bem-Estar UOL
A Êxito Consultoria é uma empresa de Recursos Humanos, sediada em Porto Alegre (RS), e que presta serviços direcionados a empresas, escolas e organizações públicas. Além das oficinas e cursos de capacitação, a Êxito Consultoria também atua na Consultoria de Recursos Humanos, Recrutamento e Seleção de Profissionais, Treinamentos, Avaliação Psicológica, Planejamento de Carreira, Hunting, Coaching, Pesquisa de Clima e Psicoterapia.
quarta-feira, 7 de maio de 2014
segunda-feira, 5 de maio de 2014
Frutas: Propriedades Nutricionais
Que a fruta é um alimento completo e saudável todos sabem. É refrescante, nutritiva, saborosa, tem baixo valor calórico e uma variedade imensa no frondoso território brasileiro. Com elas podemos fazer uma infinidade de receitas: sucos, doces, saladas, bolos, geleias, e tudo mais que a imaginação permitir. Seu consumo regular está associado à redução de doenças crônicas, ao fortalecimento do sistema imunológico, e à diminuição da mortalidade.
É peça fundamental na alimentação e deve ser consumida diariamente (em média de 3 a 5 porções, ou 400gr. por dia, que pode ser dividida em 3 refeições), de preferência em seu estado natural, pois fornece vitaminas, sais minerais, fibras, carboidratos e outros compostos alimentares.
Infelizmente apenas 20% da população brasileira consome frutas regularmente, conforme pesquisa do Ibope.
Na casca das frutas estão as fibras insolúveis, que ajudam no equilíbrio das taxas de colesterol, favorecem a flora intestinal, ajudam no controle do diabetes e ainda promovem a sensação de saciedade. As fibras solúveis (encontradas no bagaço da laranja, por exemplo) reduzem o colesterol ruim, regulam o nível de glicose no sangue, favorecem nos movimentos do intestino, além de outros benefícios.
Ao consumi-las na forma de compotas ou geleias pode haver perda de vitaminas e fibras, além da desvantagem na adição de açúcar. Já o congelamento das frutas é uma boa forma de conservá-las, e ainda permite a ingestão de espécies sazonais (caso das uvas e do morango).
O ideal é combinar várias frutas ao dia, e conhecer os benefícios nutricionais que cada uma oferece ajuda na busca por uma dieta equilibrada e saudável.
Vamos a elas:
* Coco: a água de coco é hidrata rapidamente o organismo, pois é composta por açúcar, sódio e potássio ideal em casos de vômitos e diarreia.
* Melão: cultivado há mais de 4 mil anos, é uma fruta diurética que ajuda no controle do peso e no funcionamento do intestino. Tem alto teor de água, potássio e magnésio.
* Uva: protege contra o desenvolvimento de doenças cardiovasculares e, através dos agentes antioxidantes, ajuda a prevenir alguns tipos de câncer.
* Laranja: por conter limonoides, tem propriedades anticancerígenas, e os fitosterois ajudam a diminuir a absorção de colesterol pelo organismo. A presença da vitamina C previne resfriados, fortalece o sistema imunológico e, nos homens principalmente, previne a hipertensão arterial e a obesidade.
* Pera: por ser fonte de potássio e cobre, ajuda a regular a pressão e fortalece o sistema imunológico. Contém fibras solúveis que auxiliam no funcionamento intestinal, controle nos níveis de açúcar e colesterol.
* Abacate: rico em gorduras boas, previne más formações fetais (pela presença do folato), e evita alterações metabólicas que possam propiciar o surgimento do diabetes e hipertensão.
* Pêssego: composto de vitamina C e betacaroteno, ajuda a manter a pele e os olhos saudáveis. É rico em fibras e minerais importantes para o bom funcionamento metabólico.
* Mamão: rico em fibras e betacaroteno, regula o intestino e protege a pele.
* Melancia: tem alto poder de hidratação, possui o licopeno (assim como o tomate), considerado um ótimo antioxidante e inibidor da proliferação celular, eficaz contra o câncer de próstata.
* Abacaxi: a bromelina presente na fruta tem efeitos antifúngicos e anti-inflamatórios, o que ajuda no combate a infecções.
* Maçã: rica em pectina, que é um tipo de fibra solúvel que, no intestino, forma um tipo de gel que diminui a absorção do colesterol. Os polifenois ajudam na diminuição do LDL, o colesterol ruim, diminuindo o risco de doenças cardiovasculares.
* Maracujá: a vitamina C da fruta melhora a absorção de ferro, o potássio recupera os músculos e a pressão arterial após atividades esportivas, e o manganês facilita os processos metabólicos.
* Morango: fonte de vitamina C e flavanoides, é um potente antioxidante, que auxilia na prevenção de catarata, doenças osteoarticulares e cardiovasculares.
* Manga: rica em fibras, protege contra o câncer de colon e reto, e ainda ajuda a controlar a fome. O betacaroteno presente na fruta tem poder antioxidante.
Fonte: Portal UOL
É peça fundamental na alimentação e deve ser consumida diariamente (em média de 3 a 5 porções, ou 400gr. por dia, que pode ser dividida em 3 refeições), de preferência em seu estado natural, pois fornece vitaminas, sais minerais, fibras, carboidratos e outros compostos alimentares.
Infelizmente apenas 20% da população brasileira consome frutas regularmente, conforme pesquisa do Ibope.
Na casca das frutas estão as fibras insolúveis, que ajudam no equilíbrio das taxas de colesterol, favorecem a flora intestinal, ajudam no controle do diabetes e ainda promovem a sensação de saciedade. As fibras solúveis (encontradas no bagaço da laranja, por exemplo) reduzem o colesterol ruim, regulam o nível de glicose no sangue, favorecem nos movimentos do intestino, além de outros benefícios.
Ao consumi-las na forma de compotas ou geleias pode haver perda de vitaminas e fibras, além da desvantagem na adição de açúcar. Já o congelamento das frutas é uma boa forma de conservá-las, e ainda permite a ingestão de espécies sazonais (caso das uvas e do morango).
O ideal é combinar várias frutas ao dia, e conhecer os benefícios nutricionais que cada uma oferece ajuda na busca por uma dieta equilibrada e saudável.
Vamos a elas:
* Coco: a água de coco é hidrata rapidamente o organismo, pois é composta por açúcar, sódio e potássio ideal em casos de vômitos e diarreia.
* Melão: cultivado há mais de 4 mil anos, é uma fruta diurética que ajuda no controle do peso e no funcionamento do intestino. Tem alto teor de água, potássio e magnésio.
* Uva: protege contra o desenvolvimento de doenças cardiovasculares e, através dos agentes antioxidantes, ajuda a prevenir alguns tipos de câncer.
* Laranja: por conter limonoides, tem propriedades anticancerígenas, e os fitosterois ajudam a diminuir a absorção de colesterol pelo organismo. A presença da vitamina C previne resfriados, fortalece o sistema imunológico e, nos homens principalmente, previne a hipertensão arterial e a obesidade.
* Pera: por ser fonte de potássio e cobre, ajuda a regular a pressão e fortalece o sistema imunológico. Contém fibras solúveis que auxiliam no funcionamento intestinal, controle nos níveis de açúcar e colesterol.
* Abacate: rico em gorduras boas, previne más formações fetais (pela presença do folato), e evita alterações metabólicas que possam propiciar o surgimento do diabetes e hipertensão.
* Pêssego: composto de vitamina C e betacaroteno, ajuda a manter a pele e os olhos saudáveis. É rico em fibras e minerais importantes para o bom funcionamento metabólico.
* Mamão: rico em fibras e betacaroteno, regula o intestino e protege a pele.
* Melancia: tem alto poder de hidratação, possui o licopeno (assim como o tomate), considerado um ótimo antioxidante e inibidor da proliferação celular, eficaz contra o câncer de próstata.
* Abacaxi: a bromelina presente na fruta tem efeitos antifúngicos e anti-inflamatórios, o que ajuda no combate a infecções.
* Maçã: rica em pectina, que é um tipo de fibra solúvel que, no intestino, forma um tipo de gel que diminui a absorção do colesterol. Os polifenois ajudam na diminuição do LDL, o colesterol ruim, diminuindo o risco de doenças cardiovasculares.
* Maracujá: a vitamina C da fruta melhora a absorção de ferro, o potássio recupera os músculos e a pressão arterial após atividades esportivas, e o manganês facilita os processos metabólicos.
* Morango: fonte de vitamina C e flavanoides, é um potente antioxidante, que auxilia na prevenção de catarata, doenças osteoarticulares e cardiovasculares.
* Manga: rica em fibras, protege contra o câncer de colon e reto, e ainda ajuda a controlar a fome. O betacaroteno presente na fruta tem poder antioxidante.
Fonte: Portal UOL
sexta-feira, 2 de maio de 2014
RH Google
Laszlo Bock, diretor de Recursos Humanos do Google, em entrevista concedida ao The New York Times, deu algumas dicas sobre o que os departamentos de RH de grandes empresas esperam dos profissionais.
Detalhe: a gigante de tecnologia contrata mais de 100 pessoas por semana.
* Faculdade não é tudo - segundo Bock, muitos jovens se formam mas não adquirem o conhecimento máximo que o curso oferece, ou ainda, não sabem ao certo se é essa a carreira que desejam. Por isso, devem amadurecer suas aspirações para depois fazer a escolha certa. "É um enorme investimento de tempo, esforço e dinheiro, e as pessoas devem pensar bem no que elas estão recebendo em troca", avalia o executivo.
* Não fuja dos desafios - o caminho mais fácil nem sempre é a melhor escolha, as empresas buscam profissionais determinados e com objetivos desafiadores. Em conversa com universitários que queriam trocar seus cursos por outros mais fáceis, Bock aconselhou: "Um estudante que tira B em Ciência da Computação é muito melhor que um estudando com A+ em Inglês, isso porque o grau de dificuldade no primeiro curso é bem maior e sua carga horária é muito mais desafiadora."
* Habilidade Cognitiva - é a capacidade de aprender e resolver novos problemas e, segundo o executivo, é a chave pro sucesso profissional. Entender como os processos funcionam faz com que o profissional seja capaz de pensar de forma lógica e estruturada para novos desafios.
* Criatividade - não basta apenas ser criativo, a melhor habilidade que um profissional pode ter é saber equilibrar a criatividade com o pensamento lógico e raciocínio estruturado.
* Currículo - para Bock, o ideal é o que enquadra corretamente os pontos fortes do candidato, levando esse pensamento estruturado para a entrevista de emprego. "Eu realizei X, ligado a Y, fazendo Z. A maioria das pessoas faria um currículo assim: ‘Escrevi editoriais para o The New York Times’. Mas o correto seria: 'Tenho 50 artigos publicados, em comparação com uma média de seis dos outros comentaristas, e como resultado de fornecer reflexões profundas sobre tal área durante três anos".
Detalhe: a gigante de tecnologia contrata mais de 100 pessoas por semana.
* Faculdade não é tudo - segundo Bock, muitos jovens se formam mas não adquirem o conhecimento máximo que o curso oferece, ou ainda, não sabem ao certo se é essa a carreira que desejam. Por isso, devem amadurecer suas aspirações para depois fazer a escolha certa. "É um enorme investimento de tempo, esforço e dinheiro, e as pessoas devem pensar bem no que elas estão recebendo em troca", avalia o executivo.
* Não fuja dos desafios - o caminho mais fácil nem sempre é a melhor escolha, as empresas buscam profissionais determinados e com objetivos desafiadores. Em conversa com universitários que queriam trocar seus cursos por outros mais fáceis, Bock aconselhou: "Um estudante que tira B em Ciência da Computação é muito melhor que um estudando com A+ em Inglês, isso porque o grau de dificuldade no primeiro curso é bem maior e sua carga horária é muito mais desafiadora."
* Habilidade Cognitiva - é a capacidade de aprender e resolver novos problemas e, segundo o executivo, é a chave pro sucesso profissional. Entender como os processos funcionam faz com que o profissional seja capaz de pensar de forma lógica e estruturada para novos desafios.
* Criatividade - não basta apenas ser criativo, a melhor habilidade que um profissional pode ter é saber equilibrar a criatividade com o pensamento lógico e raciocínio estruturado.
* Currículo - para Bock, o ideal é o que enquadra corretamente os pontos fortes do candidato, levando esse pensamento estruturado para a entrevista de emprego. "Eu realizei X, ligado a Y, fazendo Z. A maioria das pessoas faria um currículo assim: ‘Escrevi editoriais para o The New York Times’. Mas o correto seria: 'Tenho 50 artigos publicados, em comparação com uma média de seis dos outros comentaristas, e como resultado de fornecer reflexões profundas sobre tal área durante três anos".
quarta-feira, 30 de abril de 2014
Educação: Turno Integral em SP
A jornalista Cecília Ritto, da revista Veja, fez uma matéria sobre um grupo de escolas estaduais de São Paulo que adotou o turno integral como caminho para sacudir e incrementar a rotina escolar.
Hoje, o estudante brasileiro passa, em média, quatro horas e meia por dia na escola - três horas a menos que um aluno americano ou europeu. Descontando as pausas do recreio e outras dispersões, o
período de aprendizado fica ainda mais comprometido.
Na tentativa de reverter esse quadro desfavorável, 182 escolas estaduais de São Paulo estão experimentando o turno integral, onde crianças e adolescentes permanecem em atividades das 7:30h às 17h. Eles podem escolher entre vários cursos que combinem duas ou mais matérias em experimentos que ajudam a sedimentar os conceitos do currículo escolar.
Um dos cursos que mais despertam interesse é o "CSI" (uma alusão ao seriado americano Crime Scene Investigation, um baita sucesso, e que retrata o cotidiano de investigadores judiciais), que interlaça a matemática, a física e a química para elucidar crimes hipotéticos. "O tempo que ganhamos se traduziu em um ensino menos abstrato e mais conectado à vida dos estudantes", avalia Maria de Fátima Rizzo, diretora de uma das escolas.
Passado o susto inicial pela carga horária expandida, os estudantes aprovam com gosto esse formato de escola mais vibrante e sintonizada com a curiosidade característica dos jovens.
Essas escolas buscam atender o aluno de uma forma personalizada, onde cada um traça seu projeto de vida, através de suas aspirações e aptidões. Neste processo, é acompanhado e orientado por um "tutor", profissional que ajuda os estudantes a escolher as disciplinas com as quais tem mais afinidade e interesse. Para desempenharem a função, os professores passam por um treinamento de seis meses, em regime de dedicação exclusiva.
Apenas 4% das escolas brasileiras de ensino médio funcionam hoje em regime integral.
O modelo começou a ser implantado em Pernambuco, há 10 anos atrás, quando um grupo de empresários se interessou por incutir uma cultura de gestão mais moderna nos assuntos escolares, além de contribuir com dinheiro para o êxito do projeto. O resultado deste investimento é que, atualmente, 50% das escolas funcionam em turno integral e dispararam nas notas de avaliação.
Em São Paulo já se percebe a diferença: nas escolas onde o modelo foi adotado as notas de 2013 progrediram 22% (enquanto que o restante da rede de ensino não sofreu alteração).
Segundo o Plano Nacional de Educação (PNE), a meta do governo federal é, daqui a 10 anos, ter metade dos estudantes brasileiros em turno integral. No ano passado foi lançado um programa para canalizar recursos às redes públicas interessadas em ampliar a jornada escolar. Cabe a cada rede apresentar o seu projeto para promover tão indispensável avanço.
Hoje, o estudante brasileiro passa, em média, quatro horas e meia por dia na escola - três horas a menos que um aluno americano ou europeu. Descontando as pausas do recreio e outras dispersões, o
período de aprendizado fica ainda mais comprometido.
Na tentativa de reverter esse quadro desfavorável, 182 escolas estaduais de São Paulo estão experimentando o turno integral, onde crianças e adolescentes permanecem em atividades das 7:30h às 17h. Eles podem escolher entre vários cursos que combinem duas ou mais matérias em experimentos que ajudam a sedimentar os conceitos do currículo escolar.
Um dos cursos que mais despertam interesse é o "CSI" (uma alusão ao seriado americano Crime Scene Investigation, um baita sucesso, e que retrata o cotidiano de investigadores judiciais), que interlaça a matemática, a física e a química para elucidar crimes hipotéticos. "O tempo que ganhamos se traduziu em um ensino menos abstrato e mais conectado à vida dos estudantes", avalia Maria de Fátima Rizzo, diretora de uma das escolas.
Passado o susto inicial pela carga horária expandida, os estudantes aprovam com gosto esse formato de escola mais vibrante e sintonizada com a curiosidade característica dos jovens.
Essas escolas buscam atender o aluno de uma forma personalizada, onde cada um traça seu projeto de vida, através de suas aspirações e aptidões. Neste processo, é acompanhado e orientado por um "tutor", profissional que ajuda os estudantes a escolher as disciplinas com as quais tem mais afinidade e interesse. Para desempenharem a função, os professores passam por um treinamento de seis meses, em regime de dedicação exclusiva.
Apenas 4% das escolas brasileiras de ensino médio funcionam hoje em regime integral.
O modelo começou a ser implantado em Pernambuco, há 10 anos atrás, quando um grupo de empresários se interessou por incutir uma cultura de gestão mais moderna nos assuntos escolares, além de contribuir com dinheiro para o êxito do projeto. O resultado deste investimento é que, atualmente, 50% das escolas funcionam em turno integral e dispararam nas notas de avaliação.
Em São Paulo já se percebe a diferença: nas escolas onde o modelo foi adotado as notas de 2013 progrediram 22% (enquanto que o restante da rede de ensino não sofreu alteração).
Segundo o Plano Nacional de Educação (PNE), a meta do governo federal é, daqui a 10 anos, ter metade dos estudantes brasileiros em turno integral. No ano passado foi lançado um programa para canalizar recursos às redes públicas interessadas em ampliar a jornada escolar. Cabe a cada rede apresentar o seu projeto para promover tão indispensável avanço.
segunda-feira, 28 de abril de 2014
Música e Produtividade
Uma pesquisa feita pela Universidade de Miami (EUA), através do Departamento de Musicoterapia, indica que ouvir música durante o expediente de trabalho pode aumentar a produtividade do funcionário.
O estudo foi feito com profissionais de tecnologia e, em geral, aqueles que costumam fazer uso de trilha sonora no trabalho terminam suas tarefas mais rápido e têm ideias melhores, porque o som altera positivamente o humor.
Mas há diferenças nos resultados de acordo com o nível de experiência do profissional. Pessoas com "experiência moderada" foram as que mais se beneficiaram, enquanto não foram sentidos grandes aumentos na produtividade dos mais experientes. Pros novatos, a música pode servir de distração.
Ao ouvir música, é ativada uma parte do cérebro chamada núcleo accumbens, região que comanda a liberação de dopamina (um neurotransmissor chamado de "químico do prazer"). Mas não basta colocar os fones e correr pro abraço: a quantidade de dopamina liberada depende do elemento surpresa. Isso mesmo! Quando se escuta uma música incrível, porém desconhecida até então, a quantidade de dopamina liberada é bem maior do que quando se escuta a música preferida pela milionésima vez.
A música que ouvimos muda a forma de como nos sentimos.
Segundo matéria da revista Galileu, é possível usar a música a nosso favor para aumentar a produtividade durante o trabalho.
Seguem as dicas:
* Para terminar tarefas chatas e/ou repetitivas rapidamente:
Estudo publicado pela revista Neuroscience of Behavior and Physiology notou que a habilidade de uma pessoa de reconhecer imagens, letras ou números aumentava quando ela ouvia rock ou música clássica. Funcionários de uma linha de montagem cometiam menos erros e trabalhavam mais rápido ouvindo estes tipos de músicas em seus fones de ouvidos.
* Para diminuir a tensão:
Ouvir o gênero musical preferido ajuda a diminuir a tensão, independente do tipo de música.
* Melhorar a concentração:
Prefira músicas já conhecidas ou opte por músicas instrumentais.
* Aumentar a criatividade:
O ideal é um barulho neutro, que não seja o silêncio absoluto, mas que também não é música, tipo o som ambiente de uma cafeteria, por exemplo. Pasme... tem até uma ferramenta que simula o som desse ambiente, o Coffitivity.
* O assunto é novidade?
Então aperte o pause, o silêncio é a melhor opção. Um estudo da Universidade do Instituto de Gales mostrou que pessoas que precisavam decorar uma sequência de sons e números tiveram maiores dificuldades de lembrar da ordem enquanto tocava uma música baixinha de fundo.
Mas ao realizar atividades que você domina total, outro estudo revelou que cirurgiões experientes faziam operações mais rápidas e precisas quando ouviam uma boa trilha musical.
O estudo foi feito com profissionais de tecnologia e, em geral, aqueles que costumam fazer uso de trilha sonora no trabalho terminam suas tarefas mais rápido e têm ideias melhores, porque o som altera positivamente o humor.
Mas há diferenças nos resultados de acordo com o nível de experiência do profissional. Pessoas com "experiência moderada" foram as que mais se beneficiaram, enquanto não foram sentidos grandes aumentos na produtividade dos mais experientes. Pros novatos, a música pode servir de distração.
Ao ouvir música, é ativada uma parte do cérebro chamada núcleo accumbens, região que comanda a liberação de dopamina (um neurotransmissor chamado de "químico do prazer"). Mas não basta colocar os fones e correr pro abraço: a quantidade de dopamina liberada depende do elemento surpresa. Isso mesmo! Quando se escuta uma música incrível, porém desconhecida até então, a quantidade de dopamina liberada é bem maior do que quando se escuta a música preferida pela milionésima vez.
A música que ouvimos muda a forma de como nos sentimos.
Segundo matéria da revista Galileu, é possível usar a música a nosso favor para aumentar a produtividade durante o trabalho.
Seguem as dicas:
* Para terminar tarefas chatas e/ou repetitivas rapidamente:
Estudo publicado pela revista Neuroscience of Behavior and Physiology notou que a habilidade de uma pessoa de reconhecer imagens, letras ou números aumentava quando ela ouvia rock ou música clássica. Funcionários de uma linha de montagem cometiam menos erros e trabalhavam mais rápido ouvindo estes tipos de músicas em seus fones de ouvidos.
* Para diminuir a tensão:
Ouvir o gênero musical preferido ajuda a diminuir a tensão, independente do tipo de música.
* Melhorar a concentração:
Prefira músicas já conhecidas ou opte por músicas instrumentais.
* Aumentar a criatividade:
O ideal é um barulho neutro, que não seja o silêncio absoluto, mas que também não é música, tipo o som ambiente de uma cafeteria, por exemplo. Pasme... tem até uma ferramenta que simula o som desse ambiente, o Coffitivity.
* O assunto é novidade?
Então aperte o pause, o silêncio é a melhor opção. Um estudo da Universidade do Instituto de Gales mostrou que pessoas que precisavam decorar uma sequência de sons e números tiveram maiores dificuldades de lembrar da ordem enquanto tocava uma música baixinha de fundo.
Mas ao realizar atividades que você domina total, outro estudo revelou que cirurgiões experientes faziam operações mais rápidas e precisas quando ouviam uma boa trilha musical.
sexta-feira, 25 de abril de 2014
Fofoca nas Empresas
Segundo pesquisa realizada Randstad Corporation e divulgada pela Folha de São Paulo, a fofoca consome 65 horas de trabalho por ano de cada funcionário, e é o principal motivo de aborrecimento e desmotivação nas empresas, agravada atualmente pela expansão no uso das redes sociais.
O problema é tão crescente como uma das principais queixas nas corporações, que o consultor Sam Chapman, fundador da empresa Parson Group e presidente da Empower Public Relations, escreveu o livro "A Empresa Livre de Fofocas - Como manter o ambiente de trabalho saudável e altamente produtivo" (Faro Editorial).
Para o autor, falar sobre a vida pessoal e profissional é tão comum quanto destrutivo para as empresas, a ponto de comprometer a produtividade de equipes inteiras, e deixando o ambiente impregnado do "disse-me-disse", do "já sabe da última" (expressões tão usuais, independentes do tamanho e da origem da empresa).
Quanto às críticas que Chapman recebeu relacionadas à liberdade de expressão, ele declara: "a liberdade de expressão lhe dá o direito de expressar o que está em sua mente, mas, se isto extrapola os limites do que é aceitável corporativamente, você deve estar preparado para aceitar as consequências".
O livro apresenta vários casos e sugestões para que os gestores possam se livrar do problema.
É difícil implementar uma política contra comentários maldosos mas, segundo o consultor, o retorno compensa o esforço. Tanto que adotou em sua empresa o conceito de "espaço livre de fofocas" que, mais do que escolha, tornou-se um requisito de trabalho.
quarta-feira, 23 de abril de 2014
Ortorexia
Ortorexia ... você já ouviu falar?
É um transtorno alimentar ainda pouco divulgado, mas que vem preocupando os especialistas. Surge quando a pessoa se torna obsessiva quanto aos padrões daquilo que come, fixando-se exclusivamente na alimentação saudável, sem químicas, agrotóxicos ou aditivos.
O termo foi usado pela primeira vez pelo médico americano Steven Bratman que, em 2001, após observar episódios constantes de pessoas com problema, lançou o livro "Health Food Junkies" (algo como Viciados em Alimentação Saudável).
Você pode se perguntar: mas essa alimentação natural não é a mais recomendada?
Não da forma e na intensidade com que os ortoréxicos se comportam. A alimentação saudável não deve se restringir a certos grupos alimentares, deve ser balanceada e ter os nutrientes necessários para o bom funcionamento do organismo.
Na ortorexia a pessoa fica tão obcecada com o que come que todos os seus pensamentos voltam-se apenas para a dieta, e não se permitem, de forma alguma, nem um pequeno desvio dos alimentos "autorizados". Permitem-se apenas alimentos saudáveis, e vasculham em pormenores o valor nutricional de cada elemento que ingerem. Calorias, nutrientes e vitaminas - só isso é levado em consideração ao compor o cardápio, e qualquer coisa que não está nessa "lista permitida" não é consumida.
Segundo a nutricionista Lanuzza Meireles, do Hospital Anchieta, no Distrito Federal, o ortorexia também é caracterizada pela obsessão em conhecer a origem dos alimentos, como foram plantados e colhidos, os processos até chegar ao consumidor, contar as calorias e ler o rótulo de cima a baixo - tudo isso são indícios de que os hábitos alimentares podem estar fora do controle. Desta forma, as opções ficam cada vez mais restritas, comprometendo o funcionamento do organismo. "Normalmente, quando a pessoa não sabe a origem do produto, deixa de comê-lo. Pode haver, inclusive, a curiosidade em saber o sexo da animal que foi servido. A resposta influenciará na recusa da comida", afirma Lanuzza.
Geralmente essas pessoas excluem grupos como carnes, laticínios, gorduras e carboidratos, e não fazem a substituição adequada, o que pode levar a carências nutricionais. Assim, anemia e osteoporose podem ser algumas das consequências desse distúrbio a longo prazo, potencializadas pela perda de peso acentuada. "Há grande necessidade no corpo de vitaminas e minerais, principalmente o ferro e o cálcio. Sem eles, existe um comprometimento da saúde do indivíduo", explica a nutricionista Lanuzza.
O transtorno também prejudica as relações sociais. Jantares fora de casa, reuniões e eventos se tornam um problema, pois nessas ocasiões há um risco maior de "quebrar as regras". Pode haver um isolamento porque o fascínio pela dieta saudável torna-se o centro da vida da pessoa, que acredita estar fazendo as escolhas certas.
Segundo a nutróloga Maria Del Rosario, diretora científica do Departamento de Transtornos do Comportamento Alimentar da Associação Brasileira de Nutrologia, para tratar um ortoréxico é feito um histórico alimentar do paciente para identificar as carências nutricionais, observa-se se há unhas quebradiças e queda de cabelo e, deste modo, identificar os problemas que a má alimentação trouxe ao organismo. Pode ser recomendada a suplementação e adequação da dieta e, em casos mais complexos, até o encaminhamento ao psicólogo e/ou psiquiatra.
Para evitar o transtorno alimentar é recomendado o bom senso na ingestão dos alimentos, compor um cardápio balanceado e variado, contendo porções dos diversos grupos alimentares necessários à saúde, e não ficar restrito (e muito menos obcecado) apenas a este ou aquele tipo de alimento. Em caso de dúvida, procure um especialista para esclarecer quais benefícios de cada alimento e de que forma montar um cardápio adequado para as necessidades de uma vida realmente saudável.
Fonte: alimentacaosaudavel.org/ Revista Donna
É um transtorno alimentar ainda pouco divulgado, mas que vem preocupando os especialistas. Surge quando a pessoa se torna obsessiva quanto aos padrões daquilo que come, fixando-se exclusivamente na alimentação saudável, sem químicas, agrotóxicos ou aditivos.
O termo foi usado pela primeira vez pelo médico americano Steven Bratman que, em 2001, após observar episódios constantes de pessoas com problema, lançou o livro "Health Food Junkies" (algo como Viciados em Alimentação Saudável).
Você pode se perguntar: mas essa alimentação natural não é a mais recomendada?
Não da forma e na intensidade com que os ortoréxicos se comportam. A alimentação saudável não deve se restringir a certos grupos alimentares, deve ser balanceada e ter os nutrientes necessários para o bom funcionamento do organismo.
Na ortorexia a pessoa fica tão obcecada com o que come que todos os seus pensamentos voltam-se apenas para a dieta, e não se permitem, de forma alguma, nem um pequeno desvio dos alimentos "autorizados". Permitem-se apenas alimentos saudáveis, e vasculham em pormenores o valor nutricional de cada elemento que ingerem. Calorias, nutrientes e vitaminas - só isso é levado em consideração ao compor o cardápio, e qualquer coisa que não está nessa "lista permitida" não é consumida.
Segundo a nutricionista Lanuzza Meireles, do Hospital Anchieta, no Distrito Federal, o ortorexia também é caracterizada pela obsessão em conhecer a origem dos alimentos, como foram plantados e colhidos, os processos até chegar ao consumidor, contar as calorias e ler o rótulo de cima a baixo - tudo isso são indícios de que os hábitos alimentares podem estar fora do controle. Desta forma, as opções ficam cada vez mais restritas, comprometendo o funcionamento do organismo. "Normalmente, quando a pessoa não sabe a origem do produto, deixa de comê-lo. Pode haver, inclusive, a curiosidade em saber o sexo da animal que foi servido. A resposta influenciará na recusa da comida", afirma Lanuzza.
Geralmente essas pessoas excluem grupos como carnes, laticínios, gorduras e carboidratos, e não fazem a substituição adequada, o que pode levar a carências nutricionais. Assim, anemia e osteoporose podem ser algumas das consequências desse distúrbio a longo prazo, potencializadas pela perda de peso acentuada. "Há grande necessidade no corpo de vitaminas e minerais, principalmente o ferro e o cálcio. Sem eles, existe um comprometimento da saúde do indivíduo", explica a nutricionista Lanuzza.
O transtorno também prejudica as relações sociais. Jantares fora de casa, reuniões e eventos se tornam um problema, pois nessas ocasiões há um risco maior de "quebrar as regras". Pode haver um isolamento porque o fascínio pela dieta saudável torna-se o centro da vida da pessoa, que acredita estar fazendo as escolhas certas.
Segundo a nutróloga Maria Del Rosario, diretora científica do Departamento de Transtornos do Comportamento Alimentar da Associação Brasileira de Nutrologia, para tratar um ortoréxico é feito um histórico alimentar do paciente para identificar as carências nutricionais, observa-se se há unhas quebradiças e queda de cabelo e, deste modo, identificar os problemas que a má alimentação trouxe ao organismo. Pode ser recomendada a suplementação e adequação da dieta e, em casos mais complexos, até o encaminhamento ao psicólogo e/ou psiquiatra.
Para evitar o transtorno alimentar é recomendado o bom senso na ingestão dos alimentos, compor um cardápio balanceado e variado, contendo porções dos diversos grupos alimentares necessários à saúde, e não ficar restrito (e muito menos obcecado) apenas a este ou aquele tipo de alimento. Em caso de dúvida, procure um especialista para esclarecer quais benefícios de cada alimento e de que forma montar um cardápio adequado para as necessidades de uma vida realmente saudável.
Fonte: alimentacaosaudavel.org/ Revista Donna
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