terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Sociedade B


Dificuldades para se adaptar ao modelo "das 8h às 18h"?

Cronobiologia é a ciência que estuda o relógio biológico. Cada pessoa tem o seu ritmo, chamado de cronotipo, e é ele que determina se a pessoa acorda bem cedo e cheio de gás, ou desperta só no final da manhã mas louco pra ficar um pouquinho mais na cama.

Baseado nisso, foi criada em 2006, na Dinamarca, a B-Society (Sociedade B), que luta por horários mais flexíveis para os que não conseguem se adaptar ao sistema 'das 8h às 18h' nas escolas e empresas. A engenheira Camila Kring foi a criadora deste movimento, que busca alternativas de horários para que as pessoas trabalhem no período que têm mais energia para isso. "A sociedade de hoje suporta apenas as pessoas do tipo A, que trabalham e estudam das 8h às 16h e das 9h às 17h. Na sociedade industrial, nós tínhamos apenas um formato de família, assim como um único formato de trabalho, tanto em termos de local como de espaço. Hoje em dia, a demanda é por pessoas que trabalhem 24 horas por dia. Acredito que um país que deseja ser um player importante na competição global, trabalhando com valores imateriais como inovação e criatividade, precisa criar uma sociedade mais flexível que apoie maneiras diferentes de se viver e de trabalhar", destaca Kring.

O objetivo da Sociedade B é uma mudança cultural, integrando nas cidades uma política familiar, política de trabalho e política de trânsito.
Para caracterizar se uma pessoa é do tipo A ou B, seguem alguns aspectos de cada grupo:

* Tipo A: acordam cedo sempre, inclusive nos finais de semana. Mesmo que durmam às 2h da madrugada, vão acordar cedo no dia seguinte, pois não conseguem dormir até 9h ou 10h.

* Tipo B: têm mais energia depois das 10h e, muitas vezes, dormem muito no final de semana para compensar o sono da semana ao terem que se encaixar na sociedade A.

Apesar da Sociedade B não estar plenamente implantada na Dinamarca, alguns indícios apontam que a situação por lá está mudando. Com a conscientização, 'pessoas A' e 'pessoas B' já são termos comuns. Em 2007 foi implantada numa escola a primeira 'turma B', cujas aulas começam às 10h, e atualmente outras escolas também oferecem esta opção de horário. Da mesma forma algumas empresas, que apoiam a flexibilização dos turnos.

O movimento da Sociedade B está presente em 50 países, e segue trabalhando para o reconhecimento da igualdade entre cronotipos dentro da União Europeia e dos quadros da Nações Unidas como um direito humano básico dentro do cronotipo biológico humano individual, buscando uma vida mais saudável.

Se você é daqueles que não funcionam de manhã, não leve em conta a alcunha de 'preguiçoso', talvez a culpa seja do seu corpo.

Fonte: Vida e Estilo/Clic RBS

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Depressão pós-férias

Depois do descanso vem a depressão... Como assim?




Segundo pesquisa do International Stress Management Association no Brasil (Isma-BR), 23% dos profissionais voltam das férias angustiados, ansiosos, com dores musculares, e outros problemas.

Para essas pessoas, o retorno ao trabalho e à rotina podem causar complicações físicas, emocionais e comportamentais. "Falta motivação para levantar, para fazer a barba e até para escolher a roupa para ir trabalhar. Tudo fica difícil, complicado, a pessoa demora mais para fazer qualquer coisa, fica mais preocupada, desmotivada, irritada", diz Ana Maria Rossi, presidente da Isma-BR.

Se nas duas primeiras semanas de retorno ao trabalho a motivação não aparecer, tenha calma. O corpo e a cabeça precisam de um tempo para se adaptar à rotina de horários e afazeres. O problema é quando, depois desse período, o trabalhador não consegue recuperar sua energia.
A depressão pós-férias é caracterizada por uma insatisfação anterior no trabalho, não acontece de forma súbita, resulta de um sofrimento já sentido antes e que se manifesta mais intensamente após o descanso. Insatisfação profissional, ambiente não acolhedor, falta de perspectiva em ter uma promoção e/ou aperfeiçoamento, conflitos com os colegas - são as causas mais comuns da depressão pós-férias.

Segundo o estudo, os principais sintomas físicos são dores musculares, dor de cabeça, insônia e problemas gastrointestinais. Como sintomas emocionais aparecem a angústia, a ansiedade, culpa e raiva. E os trabalhadores com depressão pós-férias apresentam como sintomas comportamentais o uso de medicamentos, drogas e bebidas, tabagismo, e o consumo de alimentos mais calóricos.

Se depois de duas semanas do término das férias a rotina não voltou ao normal, a sugestão é procurar um especialista. Pode ser uma boa hora de avaliar o foco do problema, talvez mudar de emprego, investir em um curso de aperfeiçoamento enfim, buscar  motivações em um novo projeto de vida. Afinal, rotina e trabalho não devem ser sinônimos de sofrimento intenso.

Fonte: UOL/Vida no Trabalho

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Férias & Regras

Está aberta a temporada de férias de verão!
Tempo de dar uma parada para recuperar as energias, pois a falta de descanso pode levar a problemas de saúde, ao aumento de conflitos familiares, riscos de acidentes de trabalho, estresse ...
Não há estudos o suficiente que comparem a produtividade de um país e a quantidade de dias de férias. Mas há uma percepção de que, na maioria das vezes, o excesso de trabalho pode prejudicar a produtividade.




Os dias de férias estabelecidos por lei variam de um país para outro. O direito a um mínimo de três semanas de férias remuneradas está previsto em convenção da Organização Internacional do Trabalho (OIT), agência ligada à ONU, mas isso não significa que todos os países acatem.

Segundo dados da OIT, Estados Unidos, Índia, Paquistão, Sri Lanka e Gâmbia não estipulam dias de férias em sua lei. Já a União Europeia determina o mínimo de quatro semanas para seus países membros.
Geralmente os países tem entre 20 e 23 dias úteis (não consecutivos, excluindo os finais de semana), mas é difícil a comparação pois as leis são diferentes.  Alguns consideram os dias corridos, como o Brasil, incluindo os finais de semana no período total, mas outros contam apenas os dias úteis.

Segundo o estudo, os Emirados Árabes e o Iêmen lideram o ranking dos países com mais dias de férias, com 30 dias úteis. No lado oposto estão a China e a Nigéria, que determinam cinco (!!!) dias por lei. O Brasil tem 30 dias de férias mas são contados dias corridos (não são só os dias úteis, a conta inclui os finais de semana) portanto, para a OIT, o país tem cerca de 21 dias úteis de descanso.

Jon Messenger, especialista de condições de trabalho da OIT, afirma que o limite estabelecido por lei não significa, necessariamente, a quantidade de dias que um trabalhador costuma tirar por ano.
Nos Estados Unidos as férias são vistas como um benefício concedido pelas empresas, e a maior parte da população recebe duas semanas. Na Alemanha, apesar de o mínimo ser de 20 dias, o período costuma ser maior (pode chegar a 30 dias), pois os acordos coletivos das categorias estabelecem mais dias de férias. No Japão, a maior parte dos profissionais acaba tirando apenas a metade dos oito dias a que tem direito.

Férias ao redor do mundo:

Não há mínimo por lei: Estados Unidos e Índia

5 dias: China e Nigéria

6 dias: México

8 dias: Japão

10 dias: Vietnã, Argentina, Canadá, Colômbia, Equador e Paraguai

12 dias: Indonésia e Turquia

13 dias: África do Sul, Bolívia, Chile e Qatar

18 dias: Angola, Egito e Marrocos

20 dias: Senegal, Austrália, Nova Zelândia, Uruguai, Bélgica, Finlândia, Alemanha, Itália, Holanda, Rússia e Suíça

21 dias: Brasil, Cuba, Peru, Arábia Saudita, Bahrein, Noruega e Espanha

22 dias: Portugal

25 dias: Áustria, Dinamarca, França, Suécia, Kuait e Síria

28 dias: Reino Unido

30 dias: Emirados Árabes Unidos e Iêmen




Fonte: Empregos e Carreiras UOL

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Estágio no Vale do Silício

Embora seja (ou devesse ser) um período rico em experiências e intenso em aprendizado, na maioria das vezes a vida de estagiário não é nada fácil: tarefas inglórias, tapa-buraco na escala de trabalho, alvo preferido das pegadinhas dos colegas... essas e muitas outras para, no final do mês, mal ver a cor do bolsa-auxílio e do vale-transporte. Quem nunca?



No Vale do Silício, aquela região da Califórnia próspera pela quantidade de empresas tecnológicas, ser estagiário vai bem além de servir cafezinho e ser remunerado com uns poucos trocados.
A estudante Tiffany Zhong divulgou em seu Twitter uma lista que mostra a média de salários dos estagiários e os benefícios oferecidos pelas empresas. Isso fora a vivência e os conhecimentos adquiridos.

Dê uma olhada:

- Quora - US$ 8,25 mil/mês + US$ 1,5 mil de auxílio-moradia
- Palantir - US$ 7,5 mil/mês + auxílio-moradia
- Pinterest - US$ 7,5 mil/mês + US$ 1,5 mil de auxílio-moradia
- Upthere - US$ 6,4 mil/mês + US$ 900 de auxílio-moradia
- Jane Street - US$ 10,4 mil/mês
- Dropbox - US$ 8,5 mil/mês + US$ 5 mil de estipêndio
- Google - US$ 7 mil/mês + *estipêndio (talvez US$ 9 mil/mês)
- Square - US$ 7,5 mil/mês + US$ 1,5 mil de auxílio-moradia (estádio para doutorandos)
- LinkedIn - US$ 44/hora (cerca de US$ 7,6 mil/mês) mais um pagamento de US$ 5 mil pela mudança
- Amazon Seattle - US$ 6 mil/mês + US$ 2,5 mil/mês de auxílio-moradia
- Amazon San Francisco - US$ 7,5 mil/mês + US$ 3,5 mil/mês
- Fitbit San Francisco - US$ 9,3 mil/mês
- Edmodo - US$ 7 mil/mês
- Apple - US$ 6 mil/mês + US$ 3,5 mil de auxílio-moradia
- Coursera - US$ 7 mil/mês + US$ 1 mil de auxílio-moradia + um Macbook Pro
- Facebook - US$ 6,8 mil/mês + US$ 1 mil por mês ou moradia corporativa provisória
- Foursquare - US$ 6 mil/mês + auxílio-moradia (total de  US$ 5 mil de *estipêndio)
- Microsoft Seattle - US$ 7,5 mil/mês + US$ 2,5 mil de auxílio-moradia + US$ 5 mil de bônus de retorno
- Zynga - US$ 8 mil/mês

Estipêndio (que aparece acima como remuneração no Google e no Foursquare) "é um pagamento que difere do salário por não ser dinheiro em troca de um serviço, mas sim uma remuneração a estagiários ou cargos que normalmente não seriam pagos."

E aí, valoroso estagiário leitor deste blog, vai continuar por aqui ou sair correndo e gritando rumo ao Vale do Silício?

 

 
Fonte: Kzuka
 

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Fobias e Genética

Através de uma experiência onde ratos associavam o odor da flor de cerejeira a choques elétricos, foi notado que, depois que os animais se reproduziam, duas gerações de crias demonstraram ter medo daquele mesmo cheiro. Os pesquisadores da Universidade Emory, em Atlanta, concluíram então, que uma situação que cause algum tipo de trauma não só provoca alterações estruturais no cérebro, como também provoca mudanças genéticas no DNA.



A descoberta indica que algumas informações e experiências podem ser transmitidas aos descendentes também de forma biológica, e não apenas através da linguagem ou da vivência pessoal. Esse mecanismo da transmissão genética da memória, se comprovado também para os seres humanos, será de grande valor para áreas como a neuropsiquiatria. Assim como existe a possibilidade de herdar uma doença genética (como o câncer, por exemplo), existiria também a chance de receber dos ancestrais as inclinações para patologias psiquiátricas, como as fobias, a ansiedade, e o transtorno de estresse pós-traumático.

Brian Dias, um dos autores do artigo publicado na Nature Neuroscience, afirma que experiências antigas de nossos pais podem influenciar a estrutura e o funcionamento de nosso sistema nervoso. Quem tem pavor de aranhas, por exemplo, pode ter sido influenciado por algum encontro dramático de um ancestral com um aracnídeo - neste caso, a fobia se manifesta como um mecanismo de defesa armazenado nos genes. “Nós começamos a explorar uma influência pouco valorizada no comportamento de adultos – a experiência ancestral anterior à concepção”, conclui Dias.

Partindo destas experimentações, os pesquisadores querem aprofundar os trabalhos para entender melhor como a informação se aloja no genoma, e investigar se o processo se repete também em seres humanos.

Fonte: Revista Galileu

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Esportes + Estudos

Falamos aqui do equívoco em pular uma refeição para sobrar tempo de estudar mais um pouquinho para as provas finais e os concursos.
Pois a queda no rendimento do candidato também pode acontecer com quem deixa de lado os exercícios físicos.



Estudo da Universidade de Gotemburgo, na Suécia, feito com 1,2 milhões de jovens, mostrou que existe vínculo entre a prática de esportes e a atividade cerebral. Os que se exercitam têm melhor desempenho de raciocínio, de aprendizado e de memória em relação aos sedentários.

"Se o candidato praticar exercícios três vezes por semana, com duração de 45 minutos cada sessão, vai elevar muito a sua qualidade de vida, reduzir o estresse e aumentar a liberação de hormônios relacionados ao bem-estar, como a serotonina", afirma o preparador físico Lúcio Portella.
Segundo ele, o esporte pode ser um grande aliado na aprendizagem, auxiliando na concentração e na compreensão de conteúdos.

Pior ainda fica quem está acostumado a praticar regularmente mas, para dar uma turbinada nos estudos, interrompe os exercícios - os benefícios proporcionados dão lugar ao estresse e à pressão em cima do objetivo do estudo. O esporte proporciona um melhor rendimento no organismo de um modo geral e, por isso, o ideal é inserir os exercícios físicos dentro do planejamento do estudo - e não intensificar um deles em detrimento do outro.



Para os sedentários de carteirinha, sempre é tempo de começar, ainda mais nesta época do ano, quando as praças e os parques estão aí para serem aproveitados ao máximo. É só encontrar algo que sinta prazer em praticar, consultar um especialista para fazer uma avaliação e ajudar no acompanhamento (atividade mal orientada pode até fazer mal), e dar início a uma vida mais saudável.

Fica a dica através desta "fórmula":

alimentação equilibrada + exercícios físicos = melhor rendimento nos estudos.


Fonte: Ensino & Profissão, revista Galileu

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Profissional que se demite

Pesquisa da consultoria Page Personnel revela que um em cada três profissionais já pediu demissão por sentirem-se estagnados (18% dos consultados) ou desestimulados (14%).
O estudo foi realizado com 400 técnicos e de suporte à gestão, entre agosto e setembro deste ano.



Problemas de liderança? De gestão? De perfil?
" É papel do líder manter sua equipe motivada, buscando novos desafios para ela. Outra maneira que ajuda a evitar esse tipo de situação é manter um diálogo constante. Os gestores conseguem eliminar mal-entendidos e indicar aos seus subordinados a real importância que eles têm para a organização. É um procedimento simples, mas de extrema valia para alinhamento de expectativas”, explica Ricardo Haag, gerente executivo da Page Personnel.

Dentre os entrevistados, 79% já pediram demissão em algum momento da carreira. Os motivos?  22% encontraram uma nova oportunidade de trabalho, 9% estavam insatisfeitos com o salário, 8% por ter baixa qualidade de vida, 6% relataram ter a saúde prejudicada, 5% decidiram empreender, 4% achavam que não tinham muitas atividades na rotina da corporação, 3% estavam insatisfeitos com os benefícios oferecidos,  2% percebiam desconfiança por parte do chefe, e outros 2% preferiram mais tempo para se dedicar à família e/ou estudos.

Quando perguntados sobre as situações mais irritantes no ambiente de trabalho, 21% apontaram a gestão mal estruturada e sem planejamento, 15% alegaram falta de reconhecimento profissional, 14% não recebiam feedback, 7% se irritavam com áreas de suporte pouco ágeis ou de baixa performance, 7% achavam que a gerência sabia menos de mercado do que o funcionário e o restante da equipe, 6% relataram pouca infraestrutura, 6% achavam a empresa cheia de burocracias e de baixo desempenho, 4% acusaram a cobrança de habilidades ou de conhecimentos não fornecidos por treinamentos na empresa, e 3% se revoltaram com demissões que consideradas injustas.
 
 Fonte: Pense Empregos